sábado, 20 de julho de 2013

Alfabetização

Bom dia, que lindo sábado!!
Triste por ter apenas 10 dias de férias, mas feliz porque irei começar mais um semestre e esse vai ser corrido... feira de ciências, vou começar a trabalhar a letra cursiva.. talvez entre mais um aluno novo em minha sala... mas assim que é bom, passa bem rápido.. ahh sim não poderia esquecer das minhas aulas particulares.
Bom, o que eu venho tratar aqui hoje é sobre alfabetização, não tenho muita coisa a dizer, estou a dois anos alfabetizando apenas e as vezes isso é um pouco difícil, pois nem todas as crianças conseguem seguir o mesmo ritmo ou são estimuladas dentro de casa. Uma tarefa um pouco quanto difícil, mas não impossível. O que gratifica na alfabetização é ver seu aluno que entrou praticamente não conseguindo juntar nem o B com o A, e no final do primeiro semestre você ver a evolução dele, que já está quase lendo por completo, nada mais gratificante. Ou então aquele aluno que veio de uma outra escola, sem base nenhuma, que você sofreu bastante para tentar trazer ele pra aula, ver que agora ele participa e já está começando a reconhecer as sílabas, nosso trabalho é difícil mas ao mesmo tempo é gratificante.
Quero deixar aqui algumas dicas e sim, irei deixar também ao decorrer da semana algumas atividades para que facilite essa entrada de semestre para vocês.
O legal na alfabetização é sim vc ensinar o famoso BA BE BI BO BU, ter em sala uma tabela com todas as famílias silábicas e uma pequena para cada aluno, para que em toda aula se ele estiver em dúvida poder consultar essa tabela, facilita bastante no aprendizado.
Fazer sempre atividades coletivas, sempre chamando cada um para tentar ler as palavrinhas propostas nos exercícios, pois errando é que se aprender, e nada melhor do que trabalharmos o erro juntos, sem ter medo de estar errando mesmo na frente dos amiguinhos, fazer com que as atividades não sejam chatas e repetitivas. Coloque sempre ilustrações junto com as palavras pois assim eles identificam e associam a palavra ao desenho.
Estimule sempre a leitura com livrinhos em sala de aula, mesmo a leitura por gravuras também é uma forma de aprendizado.
Articule bem os sons das palavras, principalmente quando tem r, rr, s e ss, mesmo que saia meio "caipira" porque assim eles identificam os sons.
Trabalhe sílabas complexas apenas no segundo semestre, onde eles estão mais familiarizados com as palavras, faça ditados das palavras que eles já aprenderam durante o ano e não tenha medo de falar que não irá ajudar, eles terão que criar autonomia nas atividades.
Depois de fazer várias atividades coletivas sobre um tema ou sílabas, dê uma em que eles possam fazer sozinhos, eles irão se assustar, mas estimule para que tentem fazer e depois corrija junto com eles na lousa para um melhor entendimento, nunca esquecendo de fazer eles lerem sílaba por sílaba e depois juntar tudo.
Acho que é isso... vou deixar aqui algumas atividades hoje e amanhã postarei mais.
Tenham um lindo final de semana e um feliz dia do amigo, comemorem com seus amigos, sem eles a vida fica sem graça!











  

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Estímulo aos alunos.

Hoje em dia, nós professoras, sofremos com alguns alunos devido a sua falta de atenção e até um comportamento diferenciado dos demais, aqueles que sempre conversam, batem, mordem, que querem chamar a atenção de qualquer maneira.
Pois bem, toda sala de aula existe pelo menos um desse que acaba tirando muitas educadoras do sério. Então vamos lá, vamos parar, respirar e analisar os fatos com calma:
Sei que muitas trabalham na rede pública e se deparam com salas cheias com mais de 30 crianças em sala e dar atenção individual chega ser impossível, mas não chega ser impossível observar aquela criança que se destaca pelo seu comportamento. Essa criança sim quer realmente chamar a sua atenção e a dos colegas, porque talvez ele não tenha isso em casa.
Muitas crianças de hoje só tem contato afetivo na escola, e a principal pessoa para esse contato é você, professora dele, pois talvez ele só veja seus pais de noite quando voltam do trabalho,ou, aqueles que tem realmente o pai ou a mãe presente, mas é muito mais confortável deixar ele vendo televisão o dia todo do que parar para brincar com ele, para dar atenção, para ouvir o que ele tem a dizer. Ai que, quando ele vem para a escola, onde ele tem os amigos e a professora, ele vai sim chamar a sua atenção, vai bater, vai conversar, vai fazer algo para que você nem que seja com um grito, fale com ele.
Dou uma dica, claro que se caso você não queria seguir isso vem da sua atitude, deixo claro que aqui deixo meus pensamentos e dicas onde não forço ninguém a seguir e comentários contrários são bem vindos!
Enfim, a dica é: sem que os demais alunos fiquem isolados, dê uma atenção diferenciada para esse aluno, faça um reforço com ele, sendo ele positivo ou negativo, mostre que você está sim se importando com ele. Coloque para ele que, se ele fizer coisas erradas ele não irá ganhar nada com isso, mas que se ele fizer a coisa certa dê a ele um reforço positivo, um beijo, um abraço, algo que ele reconheça que fazer a coisa certa ele ganhe coisas que ele goste, claro não podemos deixar os outros de lado não esqueça!
As vezes a criança só precisa do seu carinho e acolhimento, seu reconhecimento.
Uma experiência com ratos, feita por Levine, mostra bem esse caso do reforço positivo e negativo, ele diz que qualquer estímulo, ainda que negativo, é melhor que o abandono. Levine separou ratos em três grupos:
O primeiro grupo foi colocado em uma gaiola e submetido a choques elétricos, todos os dias, na mesma hora, durante certo tempo.
O segundo grupo também foi posto na gaiola, pelo mesmo período de tempo a cada dia, com a diferença de que não recebia choques.
O último grupo foi deixado na gaiola permanentemente, sem ser manuseado.
Para surpresa do pesquisador, no final da experiência não havia grande diferença no comportamento dos dois primeiros grupos. Porém, o terceiro, que não havia recebido nenhum estímulo, agia de maneira totalmente diferente: quando colocados em ambientes estranhos, causadores de tensão, os ratinhos do terceiro grupo agachavam-se no canto da caixa, amedrontados e sem nenhuma curiosidade de explorar o lugar. A estimulação, positiva ou negativas, como mostra Levine, motiva o comportamento dos animais. Os animais manipulados abrem os olhos mais cedo, desenvolvem a coordenação motora em pouco tempo, tendem a ser significativamente mais pesados ao desmamar e apresentam pelo que crescem mais rápido.
Então assim como essa experiência com os ratinhos, as nossas crianças dentro da sala de aula procuram de alguma forma ser reconhecida por você professor. Na medida que esse aluno percebe que você está dando atenção, o comportamento destrutivo dele começa a diminuir.
Para finalizar, encontrei uma afirmação de Jean Piaget (1896 - 1980), conhecido por seu trabalho no campo da inteligência infantil, afirma que o afeto pode acelerar a formação das estruturas cognitivas. Da mesma maneira, a falta dele pode retardar o desenvolvimento dessas estruturas.
Espero que tenha ajudado em algum aspecto. Posso ter apenas 26 anos, mas com trocas de experiências nós amadurecemos e aprendemos muitas coisas. Então caso alguém tenha alguma outra opinião ou dica, favor coloque nos comentários, críticas construtivas também são bem vindas!
Tenham uma boa sexta-feira! 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Introdução


Como meta em minha vida, estou tentando novamente manter um blog, mas ai vocês me perguntam...por que novamente?
Eu explico: Vou começar bem do começo para que tudo se esclareça..
Sou Fernanda, tenho 26 anos, professora a 7 anos pelo menos, desde os 19 anos comecei a trabalhar em sala de aula, comecei como estagiária remunerada como a maioria que cursa pedagogia, escolhi essa área porque gosto, talvez algumas pessoas falam que isso é um erro, e pode ser, porque hoje em dia escolher o que gosta não está na moda, o que está na moda é escolher a profissão que dá dinheiro. Mas enfim, escolhi pedagogia como primeira opção e assim comecei a minha vida...
Fui 4 anos auxiliar de sala, trabalhei com os pequenos.. sempre fiquei com o maternal, é uma turminha bem tranquila, apesar que somos as pessoas que auxiliam o desfralde, época bem difícil para os pequenos, mas também muito gratificante ver a evolução tão rápida deles, essa eu achava a melhor parte. Mas assim que terminei meu estágio remunerado quis partir para o fundamental, sempre gostei um pouco dos maiores, talvez seja pela sua independência de realizar algumas tarefas, temos mais dinâmicas em sala de aula com eles, as aulas são gostosas de ministrar. Mas foi ai o meu primeiro desafio como professora, fui ingressar a minha primeira sala de aula, e como muitas, creio que tenham passado por isso, o preconceito da idade... Como tinha apenas 21 pra 22, passei por várias entrevistas nas escolas, e sim só ouvia, você é muito nova para assumir uma sala de aula, ou, você só estagiou não tem experiência nenhuma na área. 
Ai eu me perguntava, então para que serve o estágio? Por que fiz 4 anos de estágio se para muitos não significa experiência?
Pois bem, acabei por um ano trabalhando em uma escola de nome mas como auxiliar de integral, ficava geralmente com duas séries distintas do fundamental, com crianças que ficavam o dia todo na escola, então eu auxiliava nas tarefas de casa e dava recreação, ia embora acabada. Mas ainda não era isso que eu queria, queria uma sala só pra mim. Nessa mesma escola surgiram várias salas para ser entregues a essas professoras que já eram formadas mas ainda trabalhavam como auxiliar, mas como sempre a minha idade interferia e era sempre a mesma questão, você é muito nova para assumir uma sala sozinha.
Fui procurar outra escola, nessa consegui minha primeira sala, sim me deram essa oportunidade, talvez porque a minha concorrente já era taxada de velha demais para o cargo de professora, e era, ela já tinha seus 60 anos de idade, mas isso não significa que ela não poderia assumir uma sala, pois creio que ela tem uma vasta experiência, mas como sempre gera preconceito.
Hoje estou com 26 anos, ainda sou questionada pela minha idade, muitos ainda falam que tenho carinha de novinha. Mas não são só esses questionamentos que eu levo junto comigo, não sei com vocês mas  já ouvi muitas coisas que me fazem pensar. Algumas pessoas acham que nós reclamamos de barriga cheia, pois recebemos para ter duas férias ao ano, alguns dizem que devemos fazer o que o filhos deles querem porque pagam o nosso salário, muitos falam que deveríamos fazer isso por amor e não por dinheiro, me digam quem trabalha só por amor consegue pagar contas? 
Vejo que nessa profissão, que na minha opinião, é uma das mais importantes, não somos devidamente valorizados, recebemos pouco para muito trabalho, temos que ser professores, mães, pais, psicólogos, um pouco de enfermeira, um pouco de tudo dentro da sala de aula, tirando claro todo o procedimento real da nossa profissão como preparar a aula para a semana, provas, atividades extras para nota, recuperação, corrigir tudo, fechar nota, preencher toda a documentação, diário de sala, etc.
Inúmeras vezes pensei em trocar de profissão, mas será que eu conseguiria ser outra coisa além do que eu escolhi ser? Talvez não, tenho certeza que escolhi o que eu sempre quis ser, afinal desde meus 5 anos de idade até meus 10, minha única brincadeira era de escolinha e digo uma coisa, passava o dia td brincando disso e adorava rs.
Mas respondendo a minha frase lá de cima, o porque novamente estou tentando manter um blog, simples, vou tentar arrumar tempo para minha profissão e a me dedicar uma horinha pelo menos ao meu desabafo aqui.
E muito ai que estão lendo, se estão realmente lendo, porque o texto é grande e começa pela minha vida e muitos não se interessam por isso, devem estar falando, ela é muito nova para achar que está passando por tantos problemas em sua profissão!